as asas tristes decaídas nestas larvas, que suplício
uivos de outrora repousam grilos e áureas
as malícias sorrateiras comendo santidades

eu vivo na escadaria do meu peito
onde as ervas lúcidas me trepam
onde as luzes postianas incidem a eternidade
que vento, ó cândido, guardando salivas
meus sonhos roçando em outros

talvez não tenha precisado tanto
ser canário, um beija-flor
indígena, quem sabe…
já tenho contado constelações
gemidos ancestrais alisam meus ouvidos
em círculos movimentos
estou comigo agora e vejo minha alma dormida
sonhando este cosmo
as luzes dos olhos outros
as cidades pequenas noturnas
esta fumaça despejada agora
lenta no éter do espaço
e estas bocas como meteoros
acesos e fulgurosos

ah, calma… me deixe…
esta galáxia é assustadora…
me deixe. me deixe aqui

eis o pandemônio duma mente devorando prudências. [ instagram.com/poxaberto ]

eis o pandemônio duma mente devorando prudências. [ instagram.com/poxaberto ]